sexta-feira, maio 07, 2010

A DESCOBERTA DE SUFRANON


Deixando Sarak ao seu descanso, Sufranon desloca-se até à câmara onde o Livro Negro é guardado.
"Quem vem lá?" - Sufranon poisa no ombro da nervosa sentinela de lança em riste e graceja - "É bom saber que os nossos irmãos soldados estão sempre vigilantes para que possamos descansar...relaxa irmão, eu vim em paz!" - antes de entrar na câmara guiado pelo jovem guarda.
"Preciso que me folheies o Livro Negro, eu dir-te-ei onde deves parar ou prosseguir..." - O jovem acena com a cabeça e abre o misterioso livro para que o corvo possa ler, - "Mestre, este artefacto vai-nos ajudar a vencer?" - Sufranon nota a expressão apreensiva do soldado e anima-o, - "Vai... mas também poderia ter servido para nos condenar, abençoados sejam os deuses que não permitiram aos seus antigos guardiões a faculdade de compreender as escrituras dos Valgorn e dos Fallati, e ainda bem que não caiu nas mãos de Hyraktar durante todo este tempo... podes avançar mais, mais...mais...pára! É isto!" - o rapaz entra em sobressalto com o entusiasmo de Sufranon mas obedece serenamente.
"Afinal aquilo serve outro propósito, e eles não nos subestimaram de todo, temos de agir quanto antes!" - Dito isto o rapaz estremece e fita o corvo assustado, - "Nada temas irmão! Precisamos de uma vasilha de água..." - Sufranon parece bastante confiante e pede para o conduzir até aos aposentos de Sarak que já ressona pesadamente.
O soldado ainda não está convencido da importância de uma vasilha de água para deslindarem o problema que Sufranon descobriu, ao que Sufranon o esclarece - "De que estás à espera de despejar essa vasilha em cima dele?!"
Um bocado incrédulo, o soldado acena com a cabeça e encharca Sarak que acorda a praguejar para deleite de Sufranon - "Arre! Que vem a ser isto?!" - que fica impávido e sereno perante ele.
"Lamento ter de te acordar, meu rapaz, mas por mais bravo e obediente que seja este soldado, ele não pode fazer muito quando se trata de ler o Livro Negro..." - Sarak fica estupefacto e começa a rir, ambos se dirigem para estudar o livro e riem-se, seguidos do soldado que abana a cabeça e também se ri - "São loucos!"

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