sábado, dezembro 02, 2006

A ESPANTOSA FUGA


Rapidamente procuram libertar Sarak das correntes que o prendem, enquanto Ash fica a vigiar o corredor, - "Agora temos de pensar numa forma subtil de sairmos daqui. Pronto, já está solto... Athertyssen, ajuda-o a levantar-se." - Sophya recua para dar espaço a Athertyssen e vai pensando num plano de fuga. Sarak ainda está atordoado pelo acontecimento, -"Foi uma loucura...tu és demasiado valioso para te arriscares desta forma meu príncipe...mas é impossível impedir-te, não é? Tu mostras que és filho do teu pai....mas como vamos sair daqui?" - Ash está cada vez mais inquieto, apertando com mais força o punho da espada, pois está a ouvir muito barulho vindo da masmorra onte estiveram, - "Está ali alguém pouco satisfeito, e não é a voz do Atroz... será o verme?!" - Sarak está com uma expressão pesada e pouco optimista no rosto ao mesmo tempo que meneia a cabeça afirmativamente - "É ele é... agora vamos falar a sério... da mesma forma que entraram aqui sem dar nas vistas, eu suponho que também pensaram na forma de sair...digam-me que sim, por favor!". Athertyssen tem um esgar de ânimo e ri-se, -"É isso! Podemos chamá-los com a tua ajuda, em vez de irmos para o exterior como eles sugeriram! Simplesmente não faças perguntas... perscruta até lá fora...e procura o vento...e chama-o até nós!" - entretanto no outro sítio, Hyraktar está perplexo e irado com a carnificina provocada pelo Atroz que está tranquilamente a tirar os olhos de um cadáver e a comê-los um a um, - "Mas o que te passou pela cabeça para matares os meus soldados?! Eu quando disse que podias ter a carne que quisesses isso não incluía o meu exército!"-, perante o olhar irado e também um pouco receoso de Hyraktar, ele simplesmente ergue-se e limpa o sangue dos seus machados e da sua boca com um bocado de tecido da roupa de um soldado morto e esfrega as mãos, fitando Hyraktar - "Eu estou perfeitamente consciente do nosso acordo, não tenho é culpa que me fossem atacar... os intrusos foram astutos, vinham vestidos como teus soldados e quando eu ia acabar com eles surgiram estes pobres desgraçados e... deu no que deu.... eu tinha que me defender, não achas?!". Hyraktar reconsidera a sua atitude e inspira fundo murmurando para si que quando quer as coisas bem feitas tem de ser ele a fazê-las, mas apercebe-se de algo estranho, - "Eu sinto um vento rápido que vem nesta direcção, aliás ouço-o e parece que passou para o outro lado da porta...bom...vamos lá procurá-los!" - e repara no Atroz que olha para ele num olhar inquisidor e com o seu riso mórbido, - "Que foi agora?" - "Hmm...tu ainda precisas do tal mago? É que se não...eu queria matá-lo e comer-lhe a carne...será que fico com poderes mágicos?!" - o Atroz ri-se ainda mais e bate palmas, desconcertando Hyraktar - "Tu és mais bárbaro do que eu pensava...mas podes fazer dele o que quiseres...já vi que ele prefere morrer a servir-me, então seja!". Enquanto o Atroz pega nos seus dois machados, Hyraktar estica o braço na direcção da porta e cerra o punho fazendo a porta de ferro ceder e partir-se toda... e nesse preciso momento os dois hodrakons surgem de imediato na cela de Sarak, - "Aproximem-se de nós...aqueles dois tontos nem sabem com que cara vão ficar!" - e todos se reduzem a uma rajada de vento que se evade dali passando com tanto força entre o Atroz e Hyraktar que os derruba.
Quando se recompõem, Hyraktar encontra a cela de Sarak vazia e grita de raiva, enquanto o Atroz fica incrédulo, olhando de um lado para o outro.

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