terça-feira, novembro 28, 2006

SARAK ESTÁ VIVO!



Atento também aos ruídos vindos do corredor, o Atroz mantém a guarda fitando Sophya, Ash e Athertyssen, que ainda está atordoado devido ao poderoso murro que levou. O Atroz solta um riso doentio enquanto cospe a carne que ainda estava a mastigar e pega em outro machado e esboça movimentos de defesa e ataque, mas sem avançar para os três.
"Alto! Que se passa aqui?!" - o capitão da guarda de Hyraktar depara-se com este cenário, e faz sinal aos seus homens para procederem com cautela - "Então tu és o Atroz... que pensas que vais fazer com estes três soldados do nosso corpo de elite?" -, Athertyssen esboça um ar de surpresa que é rapidamente reprimido com um olhar de Ash, - "Nós estávamos na perseguição dos três intrusos e ouvimos ruídos e viémos averiguar...este lunático atacou-nos sem aviso!", o Atroz ri-se ainda mais e cerra bem os punhos quando ergue lentamente os machados, - "A sério?! Eu vou acabar contigo, vigarista miserável... e ai de quem se intrometer!" - o capitão observa e sem aviso carrega contra o Atroz, que com meia-volta apara a investida dele e decapita-o num ápice. O resto da patrulha observa horrorizada e naquele instante dá início uma sangrenta carnificina entre o Atroz e a guarda de Hyraktar, que é aproveitada por Ash, Athertyssen e Sophya para saírem pela outra porta - "Mais uma vez, escapámo-nos de uma morte certa...quem era aquela criatura?!", Athertyssen ainda massajava o queixo, Ash tranca a porta com uma viga de metal, esperando que isso lhes dê algum tempo. "O Atroz como eles lhe chamam, é segundo dizem, o mercenário mais cruel que existe... ninguém sabe de onde ele veio, nem onde ele foi treinado...só se sabe que ele tem um prazer imenso em causar sofrimento aos outros! E sabes qual é a parte mais assustadora? Ele não pede ouro, nem terra, nem nada disso... ele só quer alguns cadáveres para ele...para fazer aquilo que vimos há pouco...mas hoje foi uma ajuda preciosa, mas para a próxima não teremos tanta sorte!", Athertyssen meneia a cabeça deduzindo que só uma pessoa como Hyraktar seria capaz de recorrer a um assassino sem coração para atingir os seus meios, mas recompõe-se e propõe seguirem caminho. Estão agora num corredor iluminado que pelos vistos, segue sempre a direito, Sophya procura possíveis mecanismos de defesa nas paredes e no chão, -"Se este for o caminho que nos conduz a Sarak, é provável que esteja armadilhado..." Athertyssen olha em redor e reflecte um pouco - "Bem...se o tal Atroz veio por aqui...deve ser um caminho sem empecilhos, digo eu... no entanto temos de ser rápidos a agir, não se sabe quanto tempo temos..." - , Sophya concorda e rapidamente conclui que podem continuar. Entretanto, Sarak acorda... vagueia na escuridão e sente os passos de gente e esconde-se num canto escuro da sua cela. Ali fica, a pensar se virá alguém salvá-lo ou se finalmente vão acabar com a vida dele, - "Estou demasiado fraco... uma breve esperança tenho eu de ser salvo...mas como entrariam eles neste sítio maldito? Só espero que seja uma morte rápida..." - o seu pensamento flui naturalmente...ao contrário do seu corpo que parece petrificado, como se estivesse ali pregado. De repente vislumbra três vultos que abrem a porta da cela e entram por ali - "Finalmente te encontrámos! Não digas nada, já te vamos tirar daqui!", a surpresa é devastadora...ele quer falar mas não consegue dizer nada, a emoção dá-lhe uma sonolência que o leva a cair para o lado. "Olha...agora desmaiou...bom, quando acordares pagas-me uma caneca!" -, graceja Ash.

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