sábado, abril 01, 2006

A MASMORRA SECRETA



Rapidamente percorrem o corredor sabendo que mais cedo ou mais tarde irá ser descoberto o caminho que tomaram. Na sala de sacrifícios, Hyraktar questiona-se sobre os recentes prisioneiros e ao olhar para a parede oposta repara numa tira de tecido presa pendurada. Aproxima-se e retira-a da brecha na parede, cheira o tecido e os seus olhos esbugalham-se e vira-se para os soldados que o acompanham - "Mas é claro! Será que...? Ah mas como ousa aquele rapazinho miserável infiltrar-se nos meus domínios?! Homens! Entrem por esta passagem e tragam-me as cabeças daqueles miseráveis...ou não pensem sequer em aparecerem-me à frente porque serei eu a matar-vos! Agora vão!" .
Athertyssen ouve a passagem a abrir ao fundo e espera o pior - "Já fomos descobertos, provavelmente estamos em desvantagem e só temos estes punhais!"- só que Sophya pára e apaga a sua tocha - "Mas o que fazes?!" - reclama Ash surpreendido, - "Eles esperam que nós fujamos deles...tenho que garantir alguma vantagem para nós...ajuda-me a subir pela parede, eu consigo ficar suspensa neste tecto que tem alguns pontos de apoio, e eu vou colocar-me na rectaguarda deles e vocês vão avançando!" - Sophya sobe para cima usando os ombros de Ash e permanece no tecto e faz-lhes sinal para avançarem , Ash e Athertyssen assim o fazem esperando que a idéia de Sophya resulte - "Esperemos que resulte tem cuidado contigo amiga! Anda rapaz, vamos correr um pouco!".
Parece que resulta, os soldados de Hyraktar assim que ouvem o passo de corrida dos dois, apressam-se também em sua perseguição para não perder de vista a luz das tochas, passando debaixo de Sophya sem darem por nada. Sophya calmamente desce e segue o grupo inimigo discretamente, usando a escuridão como sua aliada. Ash e Athertyssen chegam ao fim do corredor onde dão com uma masmorra iluminada com a fraca luz de lamparinas onde se ouvem murmúrios e lamentos, ambos perscrutam as celas e Ash sugere que se dividam -"Tu vais para este lado eu vou para o outro, com sorte encontramos aqui o Sarak!" - e começam a procurar, as pessoas que lá estão agem como se não vissem ninguém há muito tempo, um velho agarra o braço de Ash do lado de dentro de uma das celas -"Por favor, soltem-me! Eu não quero morrer às mãos daquelas bruxas!" - Ash retribui com um ar sentido, - "Nós sabemos o que elas fazem...mas procuramos um bom amigo nosso que foi capturado, mas prometemos que vos soltaremos também...ele chama-se Sarak." - o velho pestaneja e o seu ar indica que nunca ouviu falar de tal nome -"Forasteiro, eu estou aqui há muito tempo...e sei como todos se chamam, infelizmente o vosso amigo não está aqui...a não ser que seja aquele que está sozinha numa cela para além daquele portão...que é guardado pelo Atroz!" - Ash nota um ar aterrorizado no velho, - "Quem é o Atroz?"- o velho aponta para o portão -"É o pior dos nossos pesadelos...dizem que todos os prisioneiros importantes estão sob a alçada dele... é um monstro sádico!" - Ash fica a pensar nas palavras do velho quando os seus pensamentos são interrompidos de súbito pelo grito do líder dos seus perseguidores - "Alto! Preparem-se para morrer, intrusos! A eles!".
Ash e Athertyssen ficam em sobressalto, mas depois constatam que nada aconteceu e o soldado fica perplexo - "Do que estão à espera seus preguiçosos? O nosso senhor deu-nos ordens claras para acabarmos com eles! Mas que..." - e ao virar-se para trás só tem tempo para ver um rasto de cadáveres no corredor e um vulto a aproximar-se rapidamente e cortar-lhe as goelas. O soldado tomba morto no chão, Athertyssen fica espantado e Ash esboça um sorriso zombeteiro - "Mas porque demoraste tanto tempo?!"

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