segunda-feira, outubro 31, 2005

VIAJAR COM O VENTO



Feitos os preparativos, Athertyssen, Ash e Sophya estão já vestidos de camponeses - "Sinto-me despido sem as minhas duas espadas...este punhal terá de servir..." - suspira Ash, enquanto Zar-Iruk convoca mais três guerreiros para formarem os pontos cardeais, com eles pelo meio, - "Zar-Iruk..que fazem? Não vamos viajar até lá?" - "Silêncio, bravos guerreiros...deixem-nos concentrar e testemunhem o legado dos Valgorns..." - entoam um cântico e os ventos começam a surgir em volta deles, até que desaparecem por completo. Num instante eles percorrem uma enorme distância envoltos num turbilhão invisível, até darem por si perto de uma pequena povoação perto da fortaleza de Hyraktar - "O que aconteceu aqui?! Hmm...vejam lá se não perderam nada pelo caminho...parece que fomos sugados por um vórtice, a minha cabeça está a andar à roda!" - Ash está atordoado, ele mais os seus companheiros - "Apenas vos tornámos unos com a essência do vento...agora vos deixaremos...quando terminarem a vossa tarefa, chamem-nos e viremos buscá-los, boa sorte e que a morte não queira nada convosco!" - e dito isto os hodrakons desaparecem com o vento. Athertyssen toma a iniciativa de se dirigir para a pequena aldeia enquanto Ash e Sophya o seguem, - "E agora, teremos que arranjar maneira de entrar lá dentro...mas como faremos para estar lá no ritual?" - e eis que surge a resposta ao aparecer um grupo de soldados liderados por Aschka que está a reunir homens e mulheres - "Ei-la...as outras não estão com ela...olhemos para baixo e caminhemos em direcção a eles como se não soubéssemos o que nos espera..." - diz Athertyssen confiante, - "Parece um bom plano...vamos ver onde nos levará..." - replica Ash. Aschka repara nos três que caminham despreocupadamente e de repente está à frente de Athertyssen - "Nunca te vi por aqui...és belo, deixa-me ver-te bem..." - e passa a mão pelas suas pernas enquanto o cheira - "Belo e puro...e os teus amigos também me agradam, mas deixo-os para as minhas irmãs...quero sentir a tua carne..." - Ash e Sophya permanecem mudos, sem repararem que três outras figuras se aproximam por trás - "Ah minhas irmãs, venham ver estes três...o rapazinho é meu, e não admito que me contestem!" - Nayka, Karunka e Ripaka de facto não se opõem a Aschka, e viram-se para Sophya e Ash com um ar deleitado, - "Hmm...somos três e eles são dois, como faremos?" - Ash sente-se tentado a dizer algo mas cala-se - "Que se passa? O gato comeu-te a língua, um homem tão bonito e forte? Acho que gosto deste...Karunka e Nayka que dizem?" - as restantes ficaram até satisfeitas com a escolha de Ripaka, que pelos vistos não se importam de partilhar Sophya entre as duas, estando já divertidas a apalpar Sophya e a mordiscar-lhe os seios - "Bem! Chega de cortejos agora, irmãs...tenho uma sugestão, deixamo-los para o fim, depois de sacrificarmos os outros, e já repararam que há algum tempo que não nos acarinhamos umas às outras?" - todas aprovam a sugestão de Aschka, e deixam-nos ir para o grupo de aldeões para serem acorrentados nas mãos e nos pés. - "Isto é de loucos! Sophya, nunca pensei que fosses assim! Haha!" - Irritada com a piada de Ash, Sophya pisa-lhe o pé, fazendo-o soltar um grito sonoro - "Depois disto estar acabado, vamos ajustar contas! E não quero falar mais disto, está bem?!" - Um soldado aproxima-se a brandir um chicote - "É para andarem, não é para falarem!" - e no momento que vai desferir uma chicotada em Ash, ele pára de repente, tem o braço imobilizado, e mal olha o chicote é uma víbora que investe no seu pescoço derrubando-o em agonia e dor, não muito longe eles vêm Aschka a baixar o braço e a esboçar um sorriso para eles, e vira-se para o chefe dos guardas dando-lhe instruções claras para tratarem dos três. Eles apercebem-se agora que um simples erro com as quatro irmãs será fatal...

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